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Desenhando Telas
25/05/09

Estou participando de dois projetos de software com características diferentes, um reúne algumas boas práticas de desenvolvimento ágil, por se tratar de um projeto interno e simples, e em outro adotamos a metodologia RUP, por ser mais formal e complexo. Mas em ambos temos inovado na elaboração da interface dos aplicativos, procurando definir as telas enquanto pensamos nas tarefas do usuário.

É muito natural no desenvolvimento de aplicativos a concepção das interações de usuário logo que mapeamos o processo de negócio, mas não tão simples forçar analistas de negócio das mais diferentes áreas a pensar em como o usuário utilizará a aplicação. Vejo que muitos analistas estão mais preocupados em fazer com que o aplicativo cubra todos os requisitos de negócio, do que proporcionar ao usuário agilidade ao seu dia-a-dia, pensar em suas tarefas e torná-las agradáveis.

No meu caso, não tenho tido problemas com analistas de negócios, pelo contrário, partiu deles a iniciativa de pensar nas telas enquanto se levanta caso de uso. E nesta atitude surgiu a necessidade de documentar tudo aquilo que pensamos, da forma mais rápida possível, afinal não estaríamos desenvolvendo telas, e sim elaborando um protótipo para ser jogado fora mais tarde, mas de grande valia na modelagem do projeto.

Testamos alguns aplicativos de especificação de interface, como Axure e Pencil, mas nenhum fez tanto sucesso quanto o Balsamiq Mockups, muito bem comentado na comunidade de Design de Interação, com certeza pela agilidade e diversão que proporciona. O Balsamiq foi concebido para desenhar telas, sua simplicidade faz que qualquer um que tenha idéias prospecte interfaces de usuário.

É fato que cada vez mais todos têm voltado sua atenção as interfaces de usuário, resultando aplicativos que vão além das necessidades de negócio, produtos desejáveis, que fazem a diferença.

Surpreenda seus usuários
21/03/09

No cotidiano de um desenvolvedor de software, nos constantes desafios entre tecnologia e negócio, pensar diferente e a busca pelo surpreendente não é nada fácil, principalmente quando há um cronograma lhe apertando. Muitas vezes deixamos de lado o desejo de encantar nossos usuários, e criamos algo dentro do comum, que apenas muda o status do desenvolvimento de um caso de uso para finalizado.

Não que cronograma e gestão de requisitos não sejam importantes, mas não consigo imaginar um software com qualidade, que tenha sido desenvolvido dentro do cronograma e escopo, mas que não traz aos usuários o gosto pelo seu uso. Também de nada vale entregar algo aparentemente surpreendente, que custou o dobro do previsto e possui brechas de negócio.

E tenho vivenciado que encantar usuários pode não ser difícil se centrarmos o desenvolvimento na experiência dele, e fazer com que a interação com o aplicativo seja inovadora e divertida, e que cada clique reflita e justifique a existência do sistema.

Tenho buscado soluções que me ajudem nesta tarefa, e numa destas buscas encontrei o Degrafa, uma biblioteca de componentes para trabalhar de forma mais amigável com gráficos no Adobe Flex, que tem me ajudado a construir as coisas que aparecem em minha mente nos constantes momentos de matutação. Insisti comigo mesmo em criar algo pensando no que serial o ideal e não com que aquilo que tenho em mãos para construir. Ou seja, desenhei uma interface sem levar em conta os componentes que tenho, e a grande surpresa foi que não demorei mais tempo programando porque fiz algo diferente, pelo contrário, a programação foi mais ágil porque sabia exatamente qual deveria ser o resultado final. 

E nesta missão de criar aquilo que temos em mente, há componentes e bibliotecas interessantes para Adobe Flex. Selecionei meus favoritos:

Penso que fazer coisas diferentes não custa mais num projeto de software, e pode ser uma tática para arrancar um sorriso do usuário.

»  Substance: WordPress   »  Style: Ahren Ahimsa