Estou participando de dois projetos de software com características diferentes, um reúne algumas boas práticas de desenvolvimento ágil, por se tratar de um projeto interno e simples, e em outro adotamos a metodologia RUP, por ser mais formal e complexo. Mas em ambos temos inovado na elaboração da interface dos aplicativos, procurando definir as telas enquanto pensamos nas tarefas do usuário.
É muito natural no desenvolvimento de aplicativos a concepção das interações de usuário logo que mapeamos o processo de negócio, mas não tão simples forçar analistas de negócio das mais diferentes áreas a pensar em como o usuário utilizará a aplicação. Vejo que muitos analistas estão mais preocupados em fazer com que o aplicativo cubra todos os requisitos de negócio, do que proporcionar ao usuário agilidade ao seu dia-a-dia, pensar em suas tarefas e torná-las agradáveis.
No meu caso, não tenho tido problemas com analistas de negócios, pelo contrário, partiu deles a iniciativa de pensar nas telas enquanto se levanta caso de uso. E nesta atitude surgiu a necessidade de documentar tudo aquilo que pensamos, da forma mais rápida possível, afinal não estaríamos desenvolvendo telas, e sim elaborando um protótipo para ser jogado fora mais tarde, mas de grande valia na modelagem do projeto.
Testamos alguns aplicativos de especificação de interface, como Axure e Pencil, mas nenhum fez tanto sucesso quanto o Balsamiq Mockups, muito bem comentado na comunidade de Design de Interação, com certeza pela agilidade e diversão que proporciona. O Balsamiq foi concebido para desenhar telas, sua simplicidade faz que qualquer um que tenha idéias prospecte interfaces de usuário.
É fato que cada vez mais todos têm voltado sua atenção as interfaces de usuário, resultando aplicativos que vão além das necessidades de negócio, produtos desejáveis, que fazem a diferença.